segunda-feira, 13 de setembro de 2010

"Há algo no jeito como ela se move que me atrai como nenhuma outra.
Alguma coisa em seu jeito me agrada...

Ela pergunta se meu amor vai crescer e eu respondo: fique por perto e verás. Tudo que tenho de fazer é pensar nela e não precisarei de mais nada."

Presente do Caio (meu namorado).


domingo, 12 de setembro de 2010

Confiança

São  3:45h da madrugada, e pela primeira vez na vida, não consigo dormi. Não consigo porque minha cabeça está a mil, penso em mil coisas, mas todas relacionadas a uma única: confiança
Falar de confiança pode ser muito clichê, afinal são inúmeros os textos que falam sobre este assunto. Contudo é importante que eu fale sobre isso (ainda que eu caia em um desses inúmeros clichês), importante principalmente agora no período que estamos (eleitoral). Minha tese é que:
Confiar é conhecer
Confiança é mais que uma palavra, é uma atitude. É atitude, que uma mãe toma de aceitar que a filha durma pela primeira vez na casa do namorado. Quando a mãe diz “sim”, para o pedido da filha de dormi na casa do namorado, ela está provando que conhece tanto a filha ao ponto de acreditar nas escolhas dela e isso é confiar. Quando um patrão deixa o fechamento caixa de sua empresa na mão de um funcionário, ele também está mostrando que conhece bem o funcionário ao ponto de permitir que ele feche o caixa. Quando um amigo partilha um segredo com o outro, ele está mostrando que conhece tão bem o amigo que compartilha um segredo sem medo que ele vire uma fofoca. Um pai não leva seu filho em qualquer carro, ele precisa conhecer o carro para colocar seus filhos dentro. Só confiamos em Deus quando o conhecemos.

Mas se confiar é conhecer, como sabemos que conhecemos? Ninguém é um ator prefeito, mesmo por que na vida não tem como atuar 24h por dia, é impossível! Então, se não é possível atuar 24h sempre haverá, em algum momento, pequenas coisas que mostrarão quem merece ou não nossa confiança.

Por isso é necessário que conhecermos nossos candidatos, para que confiemos neles. E como conhecer um candidato? Procure o histórico dele, os projetos, se ele já esteve envolvido em alguma falcatrua, como ele agiu em outros mandatos (se ele teve), os trabalhos sociais que ele participa, o que ele apóia, no que ele acredita, quais os ideais dele... Enfim busque coisas sobre ele, quem sabe assim fica mais fácil votar sem medo.

Precisamos deixar de superficiais. Temos que conhecer o que nos rodeia profundamente, pois só assim confiaremos. Confiança é à base de toda a relação e o ser humano precisa de relacionamento.  Afinal você não pode viver dentro de uma bolha, porque até para viver nela você precisará confiar.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Cativar...

"Quem és tu?... Perguntou o principezinho ... Tu és bem bonita ...
Sou uma raposa ... ela respondeu ...
Príncipe: vem brincar comigo ... estou triste.
Raposa: eu não posso brincar contigo! Não me cativaram ainda.
Príncipe: ah! desculpe-me... o que quer dizer "cativar"?
Raposa: tu não és daqui ... que procuras?
Príncipe: procuro amigos ... que quer dizer "cativar"?
Raposa: é uma coisa muito esquecida ... significa criar laços.
Príncipe: criar laços ?
Raposa: Exatamente! Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos! E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma simples e mortal raposa igual a cem mil outras raposas. Ah!!! Mas se tu me cativas... nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim o único no mundo, e eu serei para ti a única no mundo...
E a raposa continuou... Minha vida é monótona. Eu caço galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol... Conhecerei seus passos, um barulho que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca...
Será como música aos meus ouvidos... E, depois, olhai! Ves lá longe os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma... e isso é triste!
Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então, será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti... E eu amarei o som do vento que passa no trigueiral... Por Favor, Cativa-me!!!
Bem quisera . . . disse o principezinho . . . mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas outras coisas para conhecer.
A gente só conhece bem as coisas que cativa . . . disse a raposa... Os homens não têm tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não tem mais amigos.
Se tu queres um amigo ... anda ... vamos lá ...
cative-me !!!
Que é preciso fazer? ... perguntou o principezinho ...
É preciso ser paciente. ... respondeu a raposa...
Tu te sentarás primeiro, um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto dos olhos e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas a cada dia, tu te sentarás cada vez mais perto.. e...
No dia seguinte o principezinho voltou. Teria sido melhor voltares a mesma hora ... disse a raposa... Se tu vens, por exemplo, as quatro horas da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz.
Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. As quatro horas então... estarei inquieta e agitada. Descobrirei o preço da felicidade.
Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração...
quis!!! ... disse a raposa...
Príncipe: - mas tu vais chorar ?
- vou. ...disse a raposa...
- então não sairás lucrando. ... disse o principezinho..
- Eu lucro sim!!! ... disse a raposa...
por causa da cor de teus cabelos, ao olhar os campos de trigo...
tu estarás sempre presente em meu coração... "


Moral da História: AMIZADES são feitas de pedacinhos.Pedacinhos de tempo que vivemos com cada pessoa. Não importa a quantidade de tempo que passamos, mas a qualidade do tempo que vivemos com cada uma. Cinco minutos podem ter uma importância muito maior do que um dia inteiro.Assim, há amizades que são feitas de risos e dores compartilhados; outras de escola; outras de saídas, cinemas, conversas, diversões; há ainda aquelas que nascem e a gente nem sabe de quê, mas que estão presentes. Talvez essas sejam feitas de silêncios compreendidos, ou de simpatia mútua sem explicação.Aprendemos a amar as pessoas sem julgá-las pela sua aparência ou modo de ser, sem que possamos (e fazemos isso inconscientemente, às vezes) etiquetá-las. Há amizades profundas criadas assim.
Saint-Exupéry disse: "Foi o tempo que perdestes com tua rosa que fez tua rosa tão importante ".
E eu digo que é o tempo que ganhamos com cada amigo que faz cada pessoa tão importante. Porque tempo gasto com amigos é tempo ganho, aproveitado, vivido.São lembranças para cinco minutos depois ou anos até.Uma pessoa se torna importante pra nós, e nós para ela, quando somos capazes, mesmo na sua ausência, de rir ou chorar, de sentir saudade e nesse instante trazer o outro bem pertinho da gente.
Dessa forma, podemos ter vários melhores amigos, um diferente do outro. O importante é saber aproveitar o máximo cada minuto vivido e ter, depois, no baú das lembranças, horas para recordar, mesmo quando estas pessoas estiverem longe dos nossos olhos.

trechos do Livro “O Pequeno Príncipe” De Antoine Saint Exupéri. Texto da Internet.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A fotografia

Ela chegou em casa, bateu a porta e saiu correndo para o quarto. Ela se olhou no espelho e viu resquícios de lágrimas em seu rosto, não limpou, queria que elas ficassem ali como uma tatuagem. Havia chegado a hora, ela tinha que ser corajosa para se livrar de tudo, cada canto naquele quarto tinha um pouco dele. Ela decidiu começar pelo computador, as coisas digitais eram mais fáceis de livrar já que não eram tão palpáveis. Apagar cada pasta foi, no mínimo, doloroso. Depois foi a vez das cartas, antes de queimar, ela relia cada uma delas e a cada releitura o aperto no coração aumentava e mais lágrimas rolavam. Ai chegou à vez dos objetos: ursos, bibelôs, travesseiros, porta-retratos... ela colocou tudo em saco, e jogou fora. Quando ela foi procurar se ainda havia resquício dele dentro do guarda roupa, ela encontrou a fotografia...



Tinha sido em uma tarde de verão. Ela sempre disse para ele que queria viver um conto de fadas: onde o príncipe encantado subia na janela do quarto dela com o tapete mágico. Ele subiu pelo telhado, não de tapete mágico, e chegou ao quarto dela com buquê de flores, foi assim que ele a pediu em namoro e foi ali que eles se beijaram pela primeira vez. Agora tudo que restava era uma fotografia, depois de 3 anos de namoro, só restava a fotografia.


Ela pegou o telefone discou um numero, e disse:


-Ei, tem uma foto que eu não posso jogar fora.






segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O Passei.


  "Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. 
  Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos!... 
  Esta do lado dele deixava ela com a sensação de LIBERDADE, que poucas vezes havia sentido. Ele trazia consigo uma lembrança e uma esperança de que tudo não ia se repetir, e sim que tudo iria ser novo... A boca sempre dizia não, mas seu corpo e seu olhar dizia sim, a dualidade entre eles era constante para entendê-los era necessário mas que conhecer era preciso sentir, e ela sempre sentia..."

Feito para lembrar os maravilhosos passeios que fizeram eu conhecer o Amor...

Clarice Linspecto com modificações

sábado, 21 de agosto de 2010

Para Mamãe.

“Um belo dia resolvi mudar, e fazer tudo que eu queria fazer...” Foi esse o motivo que me fez fugir de casa, Mãe! A vida depois que eu saí de casa não foi fácil, é claro que tinha aspectos positivos: não tinha mais ninguém para me dar ordem, para me impor horários, para me obrigar a pensar em um futuro, para falar a verdade na rua eu só me preocupava com o presente, com o hoje: onde iria passar a noite, como eu ia arranjar comida, como conseguir dinheiro... Mas quer saber, isso não me preocupava, eu sempre gostei de viver o hoje, de aventuras. E nas ruas minha vida foi uma grande aventura.


Mãe sei que nunca te procurei depois que fugi de casa por medo. Medo de sofrer recriminação, de ser obrigada a voltar para casa ou de não me aceitarem de volta... Sempre me perguntei por que a senhora nunca me procurou, também... Como eu disse acima, nas ruas eu vivi muitas aventuras, conheci muitas pessoas: umas me ajudarão e fizeram minha fuga valer à pena, e outras que me mostram que o mundo não é tão rosa como eu imaginava... Dentre essas pessoas conheci um rapaz, eu tive um romance com ele. Vivemos uma linda história de amor, nem um pouco convencional é verdade, mas ainda assim muito especial. Ele me ensinou muita coisa, inclusive sobre amor. Acabei descobrindo que até ele aparecer eu não tinha idéia do que era amor.

Mãe eu estou escrevendo essa carta porque depois de 6 anos longe de casa é a primeira vez que me sinto completamente perdida. O rapaz pelo qual me apaixonei, foi assassinado. Não vou contar aqui o porquê e nem como foi, não quero mais chorar. Ele foi embora e me deixou sem chão, logo agora... Mãe eu estou grávida, e tudo que me resta é um pedaço dele dentro d minha barriga.

Mãe, eu estou grávida e não sei o que fazer. Não estou aqui pedindo dinheiro, nem que me aceite de volta em casa, eu só preciso que me abrace e diga que tudo vai ficar bem. Que me ensine como cuidar do meu filho. Que me ensine a contar historia para ele dormi. Que me segure no colo quando eu não consegui me manter sozinha.

Mãe me perdoe por ter te deixado. Eu tinha 17 anos e era boba. Agora eu sei como dói a partida de um filho para uma mãe, mas eu só sei porque agora eu sou Mãe. Eu tive que passar por tudo para aprender a dar valor na senhora. Espero sua resposta!

Com carinho

Sua Filha e seu neto.

sábado, 14 de agosto de 2010

Companhia.

“Eu fico pensando em nos dois, cada um na sua, perdidos na cidade nua”.


É sempre um olhar vivo, acompanhado de um sorriso de meio lábio, depois disso vem os superlativos.
O tempo começa a mudar: fica mais leve. A vida monótona e sem graça é esquecida. Existe a liberdade de uma boa companhia.
Não se fala de erros, não se aceita problemas. Só se aceita os ruídos causado pelas gostosas risadas.
A vida é tão mais fácil, quando ela é contada de forma cômica.
Desejos são escondidos, vontades são reprimidas, mas o olhar continua com a mesma expressão de eterna curiosidade do primeiro encontro.