quinta-feira, 15 de julho de 2010

Brasil Brasileiro



"Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi,
o nosso Brasil chorar:"O que houve, meu Brasil brasileiro?" perguntei-lhe! E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas: "Estou sofrendo...
Vejam o que estão fazendo comigo.... Antes, os meus bosques tinham mais flores
e meus seios mais amores... Meu povo era heróico e os seus brados retumbantes. O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante... Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes? Eu era a Pátria amada, idolatrada... Havia paz no futuro e glórias no passado...
Nenhum filho meu fugia à luta... Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil...
Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto
para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula...

Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim.


Voltei à sala mas encontrei o mapa silencioso e mudo como uma criança dormindo
em seu berço esplêndido...."


Redação campeã, de uma menina de 14 anos que obteve o primeiro luga em um concurso no Rio Grande do Sul, onde tema da redação era: 'Dai pão a quem tem fome'

Felicidade.

Ela diz: Mas... Você me parece sempre tão feliz.
Ele diz: É impossivel não ser feliz do seu lado.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Bem Acompanhada

"Eu percebi que preferia passar o resto da vida brigando com você do que fazendo amor com outra pessoa " (Muito Bem Acompanhada)

domingo, 4 de julho de 2010

Amor

Ainda lembro-me do cheiro do teu beijo, ouço as nossas risadas das tuas piadas sem graças, sinto o teu toque tão suave e seguro das tuas mãos, sinto o conforto e a proteção do teu abraço.
Não sei mais viver sem ti, FATO!
Te amo muito. Para sempre e todo o Sempre.

De: Capitu Para: Escobar

Querido Escobar,
Escrevo-lhe esta porque estou com medo, do presente e do futuro. Sei que escrever uma carta de despedida é uma tarefa tão ingloriosa, sem o charme de uma conquista, sem o glamour de uma proposta, só com o lado obscuro da solidão que antevê, onde sufocados no silêncio das palavras que não foram ditas, os sentimentos engolem seus desejos não satisfeitos. Ficam as lacunas, os hiatos de vontades não realizadas e de quimeras que lentamente se apagam quando confrontadas com a realidade. Contudo a escrevo, porque não agüento mais enganar.
Enganar meu coração, que pensa que nosso sentimento é verdadeiro; enganar meu corpo que clama o teu toque; enganar o meu olhar que insisti em te seduzir; enganar a língua portuguesa que usa metáforas para distorce o que pensamos; enganar o Bentinho...
Nunca daremos certo, somos muito parecidos, não fazemos parte da realidade um do outro, somos apenas desejo: um desejo irracional, que eu vou sufocar para o bem de todos.
Sei que doloroso será aceitar todas as expectativas que eu havia criado para o nosso romance secreto; o não sentir a sua mão passando por minhas costas; ouvir as palavras pecaminosas sair da tua boca de anjo; passar os dias sem nossas conversas intermináveis...
Neste momento deixo-te, dizendo-te que a tua intensidade me deu um novo sopro de vida, talvez só talvez a tua intensidade seja tudo o que eu precise... Com isso te digo adeus.

Com Carinho.

Sua Amante e Cúmplice Capitu


sexta-feira, 2 de julho de 2010

Silêncio

Hoje prefiro estar em um manso lugar, onde eu não ouço o ensurdecedor barulho das coisas comuns de uma vida tão urbana.
Quero o silêncio, um silêncio pleno que eu possa escutar as batidas do meu coração.
Quero o silêncio das línguas cansadas que deixam no ar apenas o barulho do amor.
Não faça barulho, observemos em silêncio a beleza dos nossos reflexos dentro de nossos olhos.

Ñão: Devagar

Não: devagar.
Devagar, porque não sei
Onde quero ir.
Há entre mim e os meus passos
Uma divergência instintiva.
Há entre quem sou e estou
Uma diferença de verbo
Que corresponde à realidade.

Devagar...
Sim, devagar...
Quero pensar no que quer dizer
Este devagar...

Talvez o mundo exterior tenha pressa demais.
Talvez a alma vulgar queira chegar mais cedo.
TaIvez a impressão dos momentos seja muito próxima...

Talvez isso tudo...
Mas o que me preocupa é esta palavra devagar...
O que é que tem que ser devagar?
Se calhar é o universo...
A verdade manda Deus que se diga.
Mas ouviu alguém isso a Deus?

(Álvaro de Campos)